Malu Ribeiro, coordenadora de projetos da Fundação SOS Mata Atlântica e representante das entidades ambientalistas no Conselho de Recursos Hídricos (CRH), no estado de São Paulo, esteve presente em uma reunião na quarta-feira (18/06), onde os conselheiros para o biênio 2008-2010 do CRH tomaram posse. A representante dos ambientalistas pediu a atenção para que as PCHs (barragens) não sejam implantadas em unidades de conservação.
Principalmente nas apontadas pela Constituição Paulista no artigo 196, que abriga entre outros os vales do Tietê e Ribeira.
“Além do problema de inundar mais de 100 hectares de mata, neste trecho a criação de reservatórios prejudica a autodepuração [limpeza natural] do Tietê”, afirmou Malu durante a reunião.
Para surpresa de todos, o CRH não sabia do projeto da EMAE, nem mesmo que uma empresa contratada estava realizando estudos de sondagem na região.
DIversos trabalhadores e moradores que se utilizam da Estrada Parque observaram funcionários contratados pela EMAE colhendo dados, realizando estudos. A Estrada Parque é uma área de conservação, nenhum levantamento ou estudo pode ser feito na área sem um licença ambiental.
Uma bióloga do Núcleo SOS Mata Atlântica chamou a polícia florestal, que chegou no dia seguinte e pegou os funcionários em flagrante. Como não possuíam nenhuma licença, a polícia ordenou a suspensão das atividades. Enquanto a polícia se deslocava para a base, em Sorocaba, os funcionários retomaram as atividades.
A Polícia retornou e novamente expulsou os operários.
“A EMAE faz os estudos desde 2003 que são desconhecidos pela sociedade, para aproveitar o potencial energético desse sistema, com objetivo de pedir à ANEL a exploração destes editais de energia”, completa Malu.
A instalação das PCHs no Tietê traria perdas imensuráveis. Sem falar nos 100 hectares de mata preservada, com espécimes ameaçados de extinção na região, as 4 barragens previstas pelo projeto da EMAE “jogariam 2 bilhões de reais no lixo”, ressalta Malu.
Se as barragens forem instaladas na região, elas acabariam com o curso natural do Tietê na região, a única com a calha preservada dentre os 1.100 Km do rio.
“As corredeiras naturais ajudam no processo natural de limpeza do rio. Todo investimento do Projeto de Despoluição do Tietê, 16 anos de trabalho seriam perdidos por 4 barragens que geram uma quantidade muito pequena de energia”.
Um sacrifício grande demais.
O Ministério Público será notificado da ausência de licença da EMAE. Enquanto isso, continuamos com nossa campanha, para abrir os olhos dos governantes e vetar esse “extermínio” de um patrimônio tão belo da humanidade.
Blogs e blogueiros que aderiram à campanha
Nanquim na Unha
Pensar Enlouquece – Pense Nisso
Leite condensado
Henrique Martin (apoio no Twitter) – Zumo
Daniela Moreira – Domínio Público
Notícias Genéricas
Sites que apoiam a campanha
Junte se a nós e a todos que apoiam essa iniciativa, divulgue em seu blog, site e rede social (baixe os selos). Assine a petição e divulgue entre seus colegas. Juntos temos forças.



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