Flecha de Luz

Mais um laço na ponta para firmar o re-conhecimento!

CJ Sampa - metrópole:

Depois do primeiro encontro dia 26.03.2008 com a coordenadora Marisa, da escola “E.M.E.F Dilermando Dias dos Santos” em apresentação geral sobre o projeto “Conexão Braço de Orion 001”, retornamos na semana 02.04.2008 para mais uma reunião.

Tivemos uma surpresa, assim como eles!

A nossa, foi que nem todos os professores (apenas 4s e 1u) e diretora estavam presentes, o que nos faz prolongar a ansiedade e ação; a surpresa deles é mais ou menos essa:

“noossaaaaa o que vamos ter aqui hoje? Aula de meditação?!”

Começamos (sem a presença dos professores) à organizar a sala – ambientalizando e energizando – modificando um pouco o padrão de organização do espaço, criando um semi-círculo e preenchendo o vazio com uma bela música. Bem relaxante por sinal (seria esse o tal IMPACTO?!).

De boas vindas, entregamos-lhe um “crachá” no qual pedimos para que escrevessem: Qual sua expectativa sobre o momento? / Qual sonho deseja realizar de imediato?

Durante exercício, uma surpresa entre os próprios participantes:

- Aí ó, a outra já quer desenhar. (1ª prof)

- Eu quis desenhar pra mudar um pouco. (2ª profª)

- Pode escrever ai, faz favor! “em tom risonho” (1ª profª)!

* transcrição oral

Criado o “AR” de descontração, introspecção e re-conhecimento pelos próprios professores, achamos um bom momento para estabelecer o silêncio.

Foi proposto à todos um “descanso mental”.

Música posta, luzes apagadas, corpos em processo de relaxamento, conduzimos o grupo a uma viajem “fora do tempo, fora do espaço”.

Após 5 minutos...

Corpos um pouco mais relaxados, concentração voltada ao coletivo, demos inicio a apresentação do projeto.

Conseguimos abordar, devido ao curto tempo e de forma sucinta, tais aspectos:

- Origem dos CJs / Quem somos / O que fazemos

- COM-VIDA: O que é? Por quê? Pra quem? Pra quê?

- Projeto “Braço de Orion”: Quem se beneficia? Porque nessa escola? È uma rede?

Levantamos os seguintes questionamentos:

- Vocês acreditam ser possível a realização da com-vida?

- Vocês estariam dispostos a colaborar com a com-vida?

- Como funciona a dinâmica da escola / professores (horários, períodos...)

Poucos questionamentos surgiram dos professores, devido ao “não conhecimento” à respeito do projeto, ou seja, o pedido requerido para a coordenadora Marisa, de passar o projeto aos professores, não se realizou.

Mas citamos alguns que naquele momento ocorreram entre os professores:

- nº de jovens que a com-vida suporta?

* um fato interessante: a escola tem cerca de 400 jovens no EFII

- horário / período que será realizado a com-vida?

* comentário: “Impossível de ser durante as aulas”

- tempo necessário para convidar os jovens a fazer parte da com-vida?

- quanto tempo iríamos necessitar com os jovens durante os encontros?

Outro ponto bastante evidenciado entre os professores foi quanto há outras experiências que eles tiverem e vêem passando. Destacaram sobre alguns programas (alfabetização, reforço escolar...) que acontecem fora do horário de aula, para os jovens, bem como seu desinteresse pelos mesmos e falta de responsabilidade para com os pais e escola (pois há um termo a ser preenchido por ambos, tornando-os cientes). Os professores acreditam que o não envolvimento dos jovens seja devido a outros projetos (educação física, artes...) que a comunidade dispõe.

Nesta reunião e na passada (com a coordenadoria), foi relatado sobre a falta do respeito mútuo com os jovens, a tal “desumanização” dita pelos próprios professores.

Um destaque coube na voz de uma professora (dita recém chegada), que vê a necessidade da escola estabelecer um programa que envolva o jovem social e ambientalmente.

Terminada a reunião, fomos conhecer o espaço interno/externo da escola com a companhia de Vivian (secretária). Nos apresentou o espaço comentando sobre seu uso, possibilidades, tramando contos e estórias que estiveram presentes em algum tempo durante o espaço. A magia que o lugar têm nos contagiou de certa forma (logo postaremos as fotos) que os sonhos e idéias já rabiscavam seus primeiros esboços naquele mar de concreto. Muitas possibilidades, muitos desejos, mas somos um nada se não tivermos de mãos dadas junto aos que ali freqüentam. Portanto pedimos que a energia nos leve, e seja qual lado for, vamos sempre demonstrar colaboração naquilo que tocarmos e amarmos de igual forma.

Ficou evidente que à nossa batalha para com os professores e coordenação, exigirá muito fortalecimento nosso para com o coletivo. Percebeu-se uma certa resistência por parte dos professores, por “vislumbrarem” esta ação, como uma sobrecarga de trabalho. Ao mesmo tempo, não sentimos uma adesão “inicial” dos professores mais antigos da Instituição, enquanto que por outro lado, houve manifestação de forma positiva, da professora dita recém-chegada, assim como rumores de que a Diretora também sente-se empolgada quanto ao projeto.

O próximo passo esta para acontecer. Uma reunião com a Diretora: O Destino de tem influências?!

“Duas trilhas bifurcavam num bosque e eu –

Eu fui pela menos percorrida,

E isso fez toda a diferença.”

(Robert Frost)

 

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