Nesta semana o programa Azimuth de apoio ao desenvolvimento sustentável da região costeira do Estado de São Paulo, realizou uma prévia para a 3ª Conferência Nacional Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente junto com alunos de 5ª a 8ª, da Escola Estadual Eva Esperança, no bairro Água Branca, em Ilhabela.
“O tema foi trabalhado em cima do material didático enviado pelo Ministério da Educação (MEC), sob o tema mudanças ambientais globais. A atividade foi um preparatório para a conferência nacional, que será em abril de 2009”, disse o coordenador do programa Azimuth, Arturo Justícia. “Os alunos são preparados para analisarem como se encontra a escola no contexto ambiental”, complementa. Segundo consta, os alunos da escola pública estudaram quatro temas durante o ano: água, terra, fogo e ar. Os professores de Ciências e Geografia ajudaram na evolução desse processo pioneiro, que levará dois alunos da escola (delegada eleita e suplente) à conferência estadual que será em dezembro.
Com o apoio da Secretaria de Estado da Educação e o programa Escola da Família, que abre as portas nos finais de semana, os professores de Ciências e Geografia se envolveram no projeto apoiado pelo programa Azimuth vinculado a uma Oscip em São Paulo – o Instituto de Sincronicidade para Interação Social – que conhece juridicamente o projeto.
Esta é a primeira vez que se implementa a conferência junto a comunidade escolar no Litoral Norte. “No grupo de educação, na Agenda 21, discutiu-se as políticas ambientais voltadas para a escola, quando se criou o órgão gestor para o tema, em 2003, quando juntaram os ministérios da Educação e Meio Ambiental através desse órgão gestor”, disse Justícia.
Durante a atividade na escola, alunos divididos em grupos escolheram um tema: os projetos Água Viva, sobre o consumo consciente de água na escola; horta escolar (produção que complementa a merenda escolar) e reciclagem de lixo, aproveitando a proximidade do Centro de Triagem, foram os selecionados. “Vamos ajudar a desenvolver as atividades desses projetos. Primeiro vamos montar a Comissão de Qualidade de Vida (Comvida) para fazer a sensibilização com a comunidade escolar, manejo de terra e solo. Tudo nos finais de semana onde ocorre o Escola da Família”.
A direção do programa Azimuth ensinou a metodologia na elaboração dos trabalhos, os alunos fizeram entrevistas, levantamento de fotos dos problemas ambientais, esgoto, lixo, praias impróprias e elaboraram um cartaz explicando os problemas e qual seria a responsabilidade da escola para promover uma ação. “É disso que trata a conferência. A ação que vai melhorar essa condição”, afirma Arturo.
A Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente é uma instância do desafio de construir uma sociedade preparada ambientalmente para a sustentabilidade e representa um marco na construção das políticas públicas de meio ambiente. A primeira versão, em 2003, envolveu 16 mil escolas de todo o país, mobilizando quase seis milhões de pessoas em 4.067 municípios. A II Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, esteve inserida na aplicação do Programa Nacional de Educação Ambiental por meio do Programa Vamos Cuidar do Brasil, do MEC.
A II Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente teve como resultado final a elaboração da carta das responsabilidades: proteção e valorização da biodiversidade; transformação das cidades, escolas e comunidades em espaços ambientalmente saudáveis; diminuição da produção do lixo praticando os 5Rs (repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar); redução da emissão de gases poluentes que provocam o aquecimento global, entre outros compromissos, foram assumidos no documento entregue ao presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.
A conferência, principalmente no Litoral Norte onde não havia tradição no tema, se torna um inédito processo de mobilização e fortalece a escola como espaço de debate sobre problemas sociais e ambientais da comunidade e do planeta.
Quem tiver curiosidade sobre o tema, basta acessar a página do MEC no site: www.portal.mec.gov.br/secad
Fonte: Luciane Teixeira Imprensa Livre

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