Saudações galera:
Às vezes me pego pensando, divagando fortemente pra ser mais sincero, sobre o momento na qual estamos vivendo. Refiro-me ao momento histórico mesmo. E aliás, sofro até uma certa defasagem por não acompanhar parte do processo de formação dos CJs nem da REJUMA. Ouço sempre relatos sobre os acontecidos e tento fazer o link entre o que me foi contado.
Apesar de minha recente entrada no rolê e, logicamente, pela única óptica que eu poderia ter, tenho percebido que estamos, e novamente me refiro à historicidade das coisas, em um momento peculiar tanto para o movimento ambientalista mais "à antigos moldes", marcado por todas aquelas visões fragmentadas que questionamos dia a dia, quanto ao movimento ambientalista que incorpora outros conceitos além dos ecológicos e (re)clama por novos paradigmas, novos modelos de organização e dialoga com outros movimentos sociais.
Citei esta diferença entre um e outro, quase qualificando o primeiro como conservador e o segundo como revolucionário. E a intenção é esta mesmo. Ir no sentido de que estamos caminhando para um novo modelo de organização que revoluciona as estruturas já existentes e em alguns casos cansadas de trabalhar, como um corpo estupefato. Refiro-me sim às estruturas arcaicas que servem para legitimar o poder com a fantasia de organização igualitária. E aí sim me refiro à lógica partidária. Vejam que em nenhum momento quero fazer generalizações e nem personalizações nem muito menos deixar de ver o papel de alguns partidos na organização e no fortalecimento das mais diversas lutas: desde a Amazônia com Chico Mendes, os Trabalhadores nas grandes cidades, as Juventudes espalhadas pelo território nacional e o Movimento do Sem Terras no campo. Cito uma determinada lógica de organização.
Mas me parece que as coisas estão mudando. Se o motor de história é a transformação, estamos com força total nestas engrenagens. Minha fala pode ter até um certo tom romântico, mas não devia. Talvez isso se dê por um certo otimismo no rolê, por ver esta enorme possibilidade de revolução nas relações políticas e políticas não puramente em âmbitos políticos, mas política de transformação, seja no macro, seja no micro.
Viagem, viagem...




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